quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Caminhar ou correr?

Atualmente muito tem se falado nos meios de comunicação em relação a importância de exercícios físicos regulares como hábito preventivo a patologias. Neste contexto tanto a caminhada quanto a corrida estão sendo amplamente utilizados, para fins estéticos, lazer e esporte de rendimento. Mas você já parou para pensar porque a corrida é a modalidade mais democrática entre os esportes? Já pensou em bloquear o Giba? Cair n’água com Phelps ou pedalar tendo com adversário Lance Armstrong?

Na corrida de rua você tem a chance de disputar com os melhores do mundo. Além disso, neste âmbito, podemos correr lado a lado com pessoas de diversas etnias. Pouco importa se você ganha 120 mil por ano ou vive de salário mínimo, pelo baixo custo material e estrutural a corrida é reconhecida como o esporte mais democrático. Então vamos a algumas informações pertinentes a transição caminhada/corrida.

De acordo com Mcardle 1992, o custo energético total para correr determinada distância depende proporcionalmente da intensidade da atividade. Quando corremos a velocidade de 10Km/h é necessário o dobro de energia por minuto que ao correr a uma velocidade de 5Km/h. Em contrapartida, uma caminhada de alta intensidade proporciona maior exigência do sistema musculoesquelético do que um trote. Então, a adequação da intensidade do exercício é fator primordial para a obtenção dos resultados almejados.

Nestas circunstâncias o aumento da intensidade de corrida ocorre de três maneiras:

1) Aumentando a freqüência da passada por minuto.
2) Aumentando a amplitude entre as passadas.
3) Aumentando tanto a freqüência quanto a amplitude das passadas.

Com relação a corrida na esteira ou na pista, em pesquisa com fundistas que correram nos dois meios na mesma velocidade e nas mesmas condições, foi descoberto que do ponto de vista prático, não houve diferenças mensuráveis nas demandas aeróbicas da corrida submáxima.

Mas fique ligado, em velocidades mais rápidas, a influência da resistência do ar aumenta a exigência imposta pelo exercício, o que ocasiona maior custo energético da corrida na pista em comparação com a corrida estacionária.

Fonte: www.educacaofisica.com.br

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